Amanda Sul 的个人资料Ao vencedor, as batatas!日志列表 工具 帮助

Sul Amanda

3月21日

De mudança

Acesse meu novo cantinho: www.amandasul.com
8月11日

Até onde vai?

O desconhecido tem uma aura, um encanto e todo um charme que te prende. É aquilo que te faz se mover de um jeito que você não se move, te faz falar de um jeito que você não fala, te faz sorrir de um jeito que você não sorri.
 
Ele te explora em outras áreas, te descobre em outros cantos, te faz exalar outros cheiros. Te tira do padrão, te arranca do dia-a-dia, da sua própria rotina e do seu próprio ser comum. Te deixa leve e angustiado ao mesmo tempo, e nem por isso infeliz.
 
Ele te faz andar mais devagar, te faz comer de outros jeitos, te faz respirar mais forte. Ele te encanta por despertar em você algo que você mesmo não sabe o que é, o que você nem sabia que tinha e que agora você quer saber até onde vai.
 
São outros papos, outros movimentos, outros comportamentos, outras reações de mesmas ações. É o não saber tudo, o não entender completamente, o descobrir quase que permanente.
 
Até que um dia, inevitavelmente, o desconhecido se trasforma em conhecido.
E, na maioria das vezes, as coisas se perdem no meio do caminho e você nem lembra mais o que tanto te encantava ali.
 
É mais o prazer de descobrir do que a própria descoberta. Vai entender esse tal de ser humano.
5月24日

Sandálias da humildade

Lembro que na minha época de segundo grau, o coordenador da minha escola vivia nos alertando sobre a competição. Ele dizia que o mesmo amiguinho de sala que estava ali batendo papo com você no recreio era aquele que tomaria sua vaga no vestibular.
 
Competição, competição, competição. Nunca fui fã de competições. Não sou chegada a esportes coletivos, rankings, nem nada que coloque alguém em primeiro lugar. Afinal, se alguém chega em primeiro, outro alguém chega em último. Sempre gostei de brincar, pelo simples prazer de me divertir e não de vencer. Acho que, melhor do que um contra o outro, ganhamos mais se trabalharmos juntos.
 
Algumas pessoas vivem assim. Tudo é uma questão de vencer. Dizem que a vida é um jogo, um reality show eterno. Ainda não descobri qual o prêmio. Nunca encontrei nada que valesse uma disputa. Mas algumas pessoas encontraram. Competem em jogos, em brincadeiras, em apostas, em amizades, no amor, em reuniões familiares.
 
Venci você no boliche. Fiz 576 pontos e você nem fez um strike. Tá fraquinha hein? Fiz um gol contra você naquela quarta-feira de noite, em 1956. Consegui ficar com aquele menino que você queria. Tenho mais amigos no Orkut. Sou mais magra que você. Tirei dez naquela prova que você tirou seis. Você ganhou no videogame, não quero mais jogar. Ih, seu salário é só isso? Eu ganho mais e trabalho menos! A regra do Imagem & Ação não é essa. Diz aqui no 4.5.7 que é do jeito que eu falei. Venci.
 
Pessoas altamente competitivas são assim.
Eu versus você.
 
Sabe aquele ditado "Bom de briga é aquele que cai fora"? Pois então, sou grande adepta dele. Se eu ganhar, bem; se não ganhar, bem também. A arte está em não só saber perder. É preciso saber ganhar, ser humilde, ser sutil. Nem tudo na vida é ganhar ou perder. Nem tudo está em jogo.
 
Saber andar lado a lado é mais difícil do que parece.
5月8日

Vá ao Theatro e me chame!

Ontem tive a felicidade de ir ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro assistir a Orquestra Sinfônica Brasileira
tocando "Assim falou Zaratustra", de Strauss, e a sinfonia nº 40, de Mozart, no projeto chamado "Concertos da juventude - 440 vibrações por minuto" que visa a formação e conquista de platéias.
 
Como uma má carioca que nunca foi ao Pão de Açúcar, eu também não tinha ido ao Theatro Municipal. Mesmo babando por sua fachada majestosa em plena Cinelândia e tendo suas escadarias como ponto de encontro, ele nunca fez parte dos meus programas culturais - até hoje.
 
Ao entrar naquele monumento inspirado no L´Opéra de Paris, o encanto pelo interior luxuoso hipnotiza. Os raios de sol passando por seus vitrais alemães, o mosaico italiano do piso, suas pinturas e esculturas e, claro, seu colossal lustre, logo fazem o queixo de qualquer ser pensante cair antes mesmo do espetáculo começar. 
 
Ouvir o Hino Nacional tão maravilhosamente tocado já conquista. Conhecer de forma didática um pouco de alguns instrumentos e da própria Orquestra também é muito interessante. Ouvir os tambores rufando para a composição que deu origem à trilha tão famosa de "2001 - Uma odisséia no espaço" arrepia. Apreciar Mozart tão bem representado pela Orquestra Sinfônica Brasileira me fez ouvir hoje outras tantas de suas sinfonias. Para sair de lá mais feliz do que eu, só mesmo sendo um daqueles poucos espectadores que tiveram a oportunidade de sentar ao lado dos músicos, em pleno palco, como parte da estratégia do projeto. 
 
A apresentação, feita pelo próprio regente Roberto Minczuk é ótima. Dá um ar descontraído, alcançando o objetivo de aumentar os interessados no Theatro Municipal e, principalmente, em música clássica. Sua companheira de apresentação, Heloísa Fischer, infelizmente é a única que não deveria estar ali. Certamente seu trabalho como fundadora e editora do guia VivaMúsica! é importante, mas sua relevância no palco é zero.
 
Assim que a Cidade da Música Roberto Marinho, localizada na Barra da Tijuca, estiver pronta, também
poderemos apreciar a Orquestra Sinfônica Brasileira lá. A Cidade da Música, além de contar com a maior sala de concertos sinfônicos da América Latina, será sede da OSB.
 
Tão acessível, tão encantador, e a maioria dos cariocas ainda não se deu essa oportunidade. Criticar a prefeitura é fácil nos dias atuais, mas, nesse caso, podemos elogiar. Os preços populares - cerca de três reais com direito à meia-entrada - é um grande incentivo para o público e uma enorme contribuição à vida musical da nossa cidade.
 
É muito bom analisar o público e encontrar cabecinhas brancas, adultos e jovens. Mas, com exceção de algumas crianças que não estão preparadas para nenhum tipo de espetáculo por pura falta de educação, é fascinante ver alguns pequenos seres perdurados nas sacadas, curiosos com o que se vê e capazes de se divertirem em algo além de brinquedos e tevês.
 
Hoje tem a Ópera Idomeneo, de Mozart. Estarei lá às 20h. Vamos?
5月2日

Reféns

Não abra e-mails de remetentes desconhecidos. Não clique em mensagens com links do msn. Não fale onde mora, onde trabalha nem o seu telefone. Cuidado com as fotos que você disponibiliza na internet: montagens maldosas de você podem ser feitas.
 
Não aceite nada de um estranho. Cuidado com o seu copo de bebida em boates. Não destrate um garçom ou então ele cuspirá no seu prato. Não ande sozinho na rua durante a noite. Não pegue um táxi de uma compania que você não conheça.
 
Se você não comer tudo, o homem do saco vai te pegar. Se fizer malcriação, vou te levar pra tomar injeção. Vou te colocar na Febem se você repetir de ano. A boneca da Xuxa vai andar durante a noite, vai tirar uma faca de dentro de si mesma e vai te matar enquanto você dorme. Nunca repita aquelas três palavrinhas na frente do espelho.
 
Olha o sapinho, olha a hepatite, olha a gripe, olha os micróbios. Olha a seringa contaminada com AIDS na cadeira do cinema prontinha pra espetar sua bunda. Cuidado pra não dormir com um desconhecido e acordar numa banheira de gelo sem um rim.
 
Não durma de janela aberta. Deixe pelo menos uma luz acesa durante a noite. Tranque a porta. Olha a grade na janela. Fique na beirinha do mar ou você pode ser arrastado e morrer afogado. Trave as portas do carro, feche as janelas. Os ETs vão nos pegar pra fazer experiências. Os espíritos vão puxar o nosso pé durante a noite.
 
Zelo ou cultura do medo?
 
Medo de barata, medo de dentista, medo de macumba, medo de altura, medo de avião, medo de Deus castigar, medo de trocar a marca do sabão em pó.
Medo de sofrer, medo de perder, medo de amar, medo de tentar, medo de mudar.
Medo de si mesmo e das pessoas. Medo de sentir medo.
 
A família, a sociedade, a violência e a ignorância colocam tantos medos na gente que vamos vivendo cercados pelas proibições e pelas excessivas precauções de algo que na maioria das vezes não é real. O medo que sentimos nos impede de coisas ruins de fato ou ele apenas nos paralisa nas situações?
 
É hora de olhar embaixo da cama, acender as luzes, abrir os armários. Não há monstro nenhum.
Do que você tem medo? Do que o medo te impede?
Liberte-se!